
“Começou sua experiência
artística com a pintura, inicialmente aguada e delicada, mas logo percebeu o
ímpeto pela quebra da tela e a busca da tridimensionalidade, quando rasgou o
linho e introduziu um volume no rasgo. Detonava-se ali o interesse pelos
estados transitivos, pela passagem entre as coisas e por processos ambíguos de
construção, que passariam a vigorar no conjunto das esculturas futuras. A
quebra da linearidade da superfície, com o ganho simultâneo de um elemento
concreto e corpóreo, não apenas atestava sua inclinação escultural, como
introduzia novas motivações para explorar a dinâmica do espaço e do tempo,
diretamente vinculada ao real”, conta Ligia Canongia.

A maioria das obras de
Venosa não possui título exatamente para que cada observador construa sua
própria interpretação.
Particularmente esta
exposição me transmitiu uma melancolia singular devido principalmente a
ausência de cores e pela disformidade das esculturas que remetiam em alguns
momentos restos de animais.
Angelo
Venosa
Quando: de 13 de abril a 30 de junho. Terça a domingo
das 10h às 17h30, com permanência até às 18h.
Onde: Estação
Pinacoteca - Largo General Osório, 66
Quanto: Ingresso combinado
(Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6 e R$ 3
Grátis aos sábados. Estudantes
com carteirinha pagam meia-entrada.
Crianças com até 10
anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.
Por Victor Ogata
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